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O agricultor é, antes de tudo, um forte

Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo

Forjar no trigo o milagre do pão

E se fartar de pão

Decepar a cana

Recolher a garapa da cana

Roubar da cana a doçura do mel

Se lambuzar de mel

Afagar a terra

Conhecer os desejos da terra

Cio da terra, a propícia estação

E fecundar o chão

https://open.spotify.com/track/0U8hhD6weuUB2Xor8qP9JyMilton Nascimento e Chico Buarque cantam o trabalho agrário em “O cio da terra”, a nossa trilha sonora para esta sexta-feira (28 de julho), o Dia do Agricultor.

Ofício dos mais nobres, que está diretamente relacionado ao dia a dia de todos os brasileiros, o agricultor é responsável pela fruta do café da manhã, pelo prato de arroz e feijão do almoço, pela xícara de café do fim da tarde e pela salada do jantar

E mais: ele também é responsável por produzir energia, renovável e limpa, e contribui como ninguém para o fortalecimento da nossa economia, já que a agricultura responde sozinha por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.r

O Dia do Agricultor

Há 157 anos, em 28 de julho de 1860, o então imperador D. Pedro 2º criou a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, voltada para coordenação e controle da produção agrícola.Em 1960, Juscelino Kubitschek aproveitou o centenário da pasta – que já era Ministério da Agricultura – para instituir o Dia do Agricultor todo dia 28 de julho.

Hoje, reforçamos nossos agradecimentos àqueles que cuidam da terra e do nosso futuro. Muito obrigado, agricultores.

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Fintechs são a nova revolução da agricultura, aponta diretor do Crea-SP

O engenheiro agrônomo Glauco Eduardo Pereira Cortez caminha pelo prédio do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo) na avenida Angélica, na capital, com passos firmes e decididos. A cada ambiente ganho, é caloroso com todos os que cruzam seu caminho, sempre com um cumprimento afetuoso digno de quem está de bem com a vida.

Glauco realmente está feliz. Doutor em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (Unesp), ele é docente e diretor técnico do Crea-SP, o que o coloca no centro das discussões acerca da agricultura no Brasil. E é esse tema que o enche de esperanças.

“O Brasil é o celeiro do mundo”, afirma Glauco, apontando as razões da afirmação na sequência, em tom professoral. O país, explica, “tem uma coisa que nenhum outro país tem, a radiação solar”. “A planta na verdade é uma grande indústria que transforma radiação solar em carboidrato, a famosa fotossíntese.”

Entre os trópicos, um dos poucos países comparáveis ao Brasil na questão solar é a Austrália. “Mas é um grande deserto, eles não têm água”, explica Glauco. “Estados Unidos, União Europeia, Rússia, Japão já não têm mais áreas para aumentar a produção, só podem crescer em produtividade. A China teria condições, mas o chinês cansou de ficar no campo e foi para a cidade, ele resolveu consumir ao invés de produzir.”
Portanto, apresenta-se ao Brasil um cenário esperançoso. Mais ainda porque vivemos uma revolução tecnológica que trará resultados até então inimagináveis para a agricultura, afirma Glauco. Trata-se da Agricultura 4.0.

“Lembra-se da Teoria de Malthus?”, pergunta-me. “Nela, ele dizia que as pessoas do mundo morreriam de fome porque a população crescia numa progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16…) e a produção de alimentos numa progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5…). Teoricamente, perfeito. Mas ele se esqueceu, na projeção, da tecnologia. Ele não considerou que a humanidade iria evoluir, pensar em novas tecnologias e aumentar a produtividade.”

A Teoria populacional Malthusiana foi uma teoria demográfica criada no final dos anos de 1700 na Inglaterra pelo economista e sacerdote protestante Thomas Robert Malthus (1766-1834), em sua principal obra, “Ensaio sobre o princípio da população”. À época, o país vivia um êxodo rural, desemprego alto e um elevado aumento da população.
Glauco destaca, então, a Revolução Verde, que desmentiu a Teoria de Malthus nos anos de 1950. A partir dela, o campo ganhou novas práticas agrícolas, com sementes modificadas, agrotóxicos e maquinário que permitiram um aumento expressivo na produção.

Fintechs

“Agora, vamos mudar paradigmas, vamos para um sistema futuro”, projeta Glauco. Uma das grandes apostas dele são as Fintechs, que são startups que criam soluções tecnológicas para o sistema financeiro, proporcionando inovações e rompendo alguns paradigmas presentes nas instituições tradicionais. Tais empresas atuam nas áreas de consumer banking, negociação de dívidas, investimentos, empréstimos e seguros, entre outros.
“Vamos imaginar que você é um produtor rural e quer plantar milho. Mas, tecnicamente, a sua propriedade tem aptidão de 60% para o milho e 99% para a manga. Você concorda que eu se eu for ao banco pegar uma linha de crédito para produzir milho posso desperdiçar recursos? Mas, se eu for alertado que devo produzir manga, terei todas as garantias de que vou cumprir o compromisso”, exemplifica o engenheiro.

Ele continua: “Muitas vezes o banco precisa mandar um profissional à propriedade, ficar dias lá. Com a tecnologia, é possível ver o que está plantando, qual é a área, a cultura, ter uma previsão de produtividade. Fica muito mais fácil uma análise de crédito. E, quando a gente aumenta a garantia, a contrapartida da instituição financeira é reduzir a taxa de juros”.

Como agtech, a Agronow possibilita a criação de um novo modelo de negócios no setor financeiro, trazendo mais agilidade e garantias para a oferta de produtos e serviços financeiros, como empréstimos, financiamentos e seguros.

“O Agronow Business Viewer possibilita informações táticas, é uma evolução estratégica na inteligência de mercado, identificando, por exemplo, as áreas com maior potencial produtivo e possibilidades de investimentos, assim como o monitoramento e a validação desses investimentos”, explica o CEO da Agronow, Antônio Morelli. “A ferramenta é capaz de gerar análises e comparativos regionais e macroregionais, de forma totalmente orientada ao segmento e interesse da empresa ou investidor. Tudo isso é ainda conectado às informações específicas de cada área analisada e com resultados em menos de um minuto.”

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Agronow promove ação digital para produtores rurais

Concurso cultural “Agronow está aqui” irá premiar fotos feitas no campo até dia 30 de junho

Com o intuito de mostrar que o produtor rural tem um olhar digital em seu dia a dia no campo, a Agronow promove a partir de hoje uma ação especial nas redes sociais. O concurso cultural “Agronow Está Aqui” irá premiar com um kit as melhores fotos postadas no Facebook ou Instagram utilizando a hashtag #AgronowEstaAqui.

Para participar, é necessário que a foto tenha um contexto rural e que a descrição aponte o nome do usuário e sua localidade. Lembrando que o perfil, no Instagram, não pode ser privado e, no Facebook, o post precisa ser público.

A campanha segue até o dia 30 de junho e as fotos serão votadas pela equipe da Agronow, tendo como critérios a originalidade, criatividade, contexto, adequação ao tema e angulação.

Os 10 vencedores da promoção serão premiados com um “Kit Agronow”, contendo uma camiseta da promoção #AgronowEstaAqui, uma garrafa de alumínio e uma caneta com marcador de texto. O resultado será divulgado no dia 4 de julho, às 10h, ao vivo na fan page da Agronow no Facebook.

Para saber mais sobre as regras da campanha acesse: goo.gl/TvjstQ

O regulamento também está disponível: goo.gl/E1dUpw

Sobre a Agronow

A Agronow é uma empresa inovadora criada em 2015 que tem como objetivo facilitar o cotidiano dos profissionais do agronegócio. O sistema de mapeamento da Agronow fornece informações atuais ou de safras passadas sobre propriedades rurais, além de prever com grande precisão a produtividade da colheita futura. Sua dinâmica possibilita a emissão de análises a cada 10 dias, oferecendo ao produtor rural a possibilidade de se programar financeiramente, podendo aumentar seus ganhos comercializando sua safra no melhor período, além de reduzir desperdícios, gerando economia inteligente. A antecipação das informações de produtividade também possibilita que o produtor se organize em caso de possíveis perdas ou produção abaixo da expectativa.