Startups têm papel fundamental no setor de tecnologia e inovação em agro, destaca pesquisador da UFGD

A Agronow foi uma das participantes dos debates do 1º Simpósio NUPASE – Inovações e Tendências do Agronegócio, realizado neste mês em Dourados (MS).

O evento – promovido pelo NUPASE (Núcleo de Pesquisas Ambientais, Sociais e Econômicas) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) – reuniu cerca de 200 lideranças e representantes de cooperativas, associações de produtores, empresas, bancos, pesquisadores e estudantes, que durante dois dias debateram temas relevantes para o agronegócio nacional.  

O sócio-fundador e diretor de produtos, inovação e tecnologia da Agronow, Antonio Morelli, fez apresentação sobre como as startups podem contribuir para o desenvolvimento do agronegócio. Assuntos como bioenergia, sucessão familiar, desenvolvimento sustentável, inserção de novos produtos no mercado mundial, integração lavoura-pecuária-floresta, tomada de decisões e agricultura de baixa emissão de carbono também estiveram em destaque na programação de palestras.

Para o coordenador de pós-graduação em Agronegócios da UFGD, Prof. Dr. Clandio Favarini Ruviaro, o simpósio trouxe boas contribuições para as discussões do momento e os organizadores já estão avaliando novos temas para a segunda edição, prevista para 2018.

Ruviaro considera que o atual cenário do agronegócio no Brasil é positivo e promissor. “Embora tenhamos momentos mais difíceis, devido às instabilidades econômicas inerentes ao país e à histórica ausência de uma política agrícola adequada à pujança do agronegócio brasileiro, estamos inseridos num setor que constantemente desenvolve e aplica novas tecnologias. Ademais, insere em muitos casos novos modelos de gestão e controle dos sistemas de produção, tanto dentro como fora da porteira, o que permite uma melhor otimização dos processos produtivos e, por consequência, melhores retornos financeiros”, afirmou o coordenador, que é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Confira outros assuntos abordados pelo pesquisador em entrevista ao blog Agronow:

O papel das startups brasileiras no agro

Sem dúvida alguma, as startups estão tendo um papel fundamental no setor de tecnologia e inovação. São empresas que apresentam soluções de caráter amplo, mas ao mesmo tempo também pontuais, e isso permite que alguns setores do agronegócio viabilizem de forma otimizada seus processos produtivos.  Tecnologias como os drones, sensores, realidade aumentada, realidade virtual e blockchain, entre outras, permitem que se tomem decisões acertadas no momento correto, possibilitando a diminuição de custos, o melhoramento de processos, a conectividade entre diferentes plataformas e soluções, a capacitação de usuários e o mercado. Esses fatos permitem que possamos acompanhar as exigências do mercado internacional e apresentar soluções para os desafios que são impostos ao agronegócio brasileiro. 

Desafios do agronegócio

Ainda temos muitos desafios, pois a cada momento somos demandados por melhorias em nossos processos de produção nos diversos elos das cadeias produtivas. Dessa forma, precisamos constantemente aprimorar a produtividade do setor sem causar, ou ao menos minimizar, possíveis impactos ambientais. E isso não é uma tarefa fácil de ser realizada. No entanto, podemos contar com diversos segmentos que podem apoiar os diferentes agentes dos elos das cadeias produtivas como, por exemplo, as novas tecnologias desenvolvidas por startups que auxiliam na redução de custos e possibilitam um maior ganho de produtividade e aumento de renda.

Tecnologia no campo

A tecnologia sempre foi e será um dos pontos fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio. É por meio dela que conseguimos implementar as mudanças necessárias, como por exemplo: o uso de drones na agricultura e pecuária; a previsão climática especializada ou direcionada; o uso eficiente do grande número de informações disponíveis (Big Data) e tantas outras que possibilitam que o produtor otimize os processos de gestão do seu negócio (controle financeiro, produtivo, sanitário, etc.) usando smartphones e aplicativos.

Aumento de produção e desperdícios

O Brasil é um grande fornecedor de alimentos agrícolas e pecuários. Possui capacidade de abastecer tanto o mercado interno como uma expressiva parcela do mercado externo. Embora saibamos da necessidade de aumentar a produção de alimentos para atender a demanda mundial, não podemos esquecer que uma parte considerável do que produzimos é perdida ao longo da cadeia de produção, desde o processo de colheita dos grãos até chegar ao consumidor. Se essas perdas fossem evitadas, a necessidade de incrementar a produção de alimentos não seria tão expressiva. É necessário discernir entre disponibilidade de alimentos no mundo e falta de poder de compra por parte da população, o que inviabiliza o acesso aos alimentos.

Interesse pelos cursos de agronegócios

O interesse é crescente e observamos isso a cada ano. As inscrições para o processo seletivo de 2018 se encerraram e, em relação ao ano de 2017, tivemos uma aumento de 90% na procura pelo curso. No entanto, isso se deve ao diferencial do nosso programa em relação ao demais que existem no país. O foco do nosso programa de pós-graduação em agronegócios é a formação de profissionais que possam enfrentar a dinâmica da economia e do mundo dos negócios, pois as organizações necessitam de assessoria sobre investimentos, produtos e estratégias de condução dos negócios de maneira sustentável (ambiental, econômico e social) a fim de minimizar as assimetrias e desigualdades regionais. Para que essa formação ocorra, o programa possui um quadro de docentes com experiência de mercado, o que facilita a demonstração da solução de problemas práticos, bem como elucubrações em relação à busca de soluções por questões advindas do meio empresarial.

Além disso, o curso oferta disciplinas que desenvolvem habilidades para manuseio de metodologias inovadoras que propiciem a solução dos problemas demandados pelos mais diversos setores da sociedade (empresas, terceiro setor, setor público). Dentre as tantas disponíveis, podemos
citar: análise do ciclo de vida (metodologia utilizada por várias empresas a fim de aprimorar a gestão das questões ambientais, econômicas e sociais); modelo de equilíbrio geral computável (utilizada para avaliações de políticas públicas); técnicas de análise de investimentos; técnicas de desenvolvimento de projetos e estratégias empresariais; metodologias quantitativas (por exemplo, análise multivariada de dados e modelos econométricos, utilizados para avaliar políticas públicas e perfis de consumo); metodologias da economia comportamental (utilizadas para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de marketing de empresas). O perfil do público que procura o curso é bem variado: temos desde pessoas oriundas do meio rural até empresários.

    EXPERIMENTE A PLATAFORMA AGRONOW GRÁTIS

Leia também:

Deixe um comentário