Mulheres do Agro: Walkiria Sassaki e as raízes ancestrais no campo

Diretora de operações da Agronow, a empresária Walkiria Sassaki é uma mulher cuja trajetória está marcada pelos ensinamentos da vida no campo. Neta de imigrantes japoneses, que encontraram nas fazendas do interior de São Paulo um local para constituir família, Walkiria acostumou-se a ouvir histórias sobre as dificuldades e aprendizados de tirar da terra seu sustento.

Embora tenha crescido no meio de assuntos como plantio de café, batata e morango, criação de bicho-da-seda, galinhas, porcos e vacas, o início da vida profissional de Walkiria não considerava em absoluto a área do agronegócio. Então estudante universitária de arquitetura e recém-saída de um exigente curso técnico em mecânica, ela enxergava o campo apenas como um território fértil de histórias saudosas dos pais e avós.

Mas o tempo, esse trabalhador silencioso, foi preparando um caminho de volta para suas origens ancestrais. Ainda na faculdade, a aluna se apaixonou pelo planejamento urbano e seu impacto no cotidiano da população. Mas, ao invés de planejar soluções arquitetônicas, foi no agronegócio que Walkiria encontrou campo fértil para colocar em prática seu ideal de promover melhorias na vida das pessoas.

“Percebi que essa é minha área quando entendi como o agro ainda precisava de tecnologias acessíveis e que, mesmo com todo o potencial econômico que tem, andava às margens das maiores inovações. Vi que nossos conhecimentos e trabalhos poderiam realmente ajudar a tornar a agricultura melhor. Bateu de novo aquela vontade de impactar muita gente e fazer a diferença”, afirma ela.

Força empreendedora

A inclinação ao trabalho e ao empenho é outra das características que a empresária pode dizer que herdou dos ancestrais. Tais traços de sua personalidade foram fundamentais para lidar com os obstáculos iniciais de empreender em tecnologia em um ambiente que aos poucos diminui sua resistência às novidades. O dia a dia na Agronow é um aprendizado constante sobre as necessidades e costumes do trabalhador do campo.

“É um obstáculo considerável, visto que a entrada de qualquer nova proposta de trabalho requer campanhas massivas e muitas vezes a evangelização do público-alvo. Em nossos planejamentos, já contávamos com essa possível resistência inicial, mas estamos nos surpreendendo com as reações. Tem sido muito bacana ver a alegria, principalmente de pequenos produtores, quando conseguem visualizar na tela do próprio celular os mapas da propriedade”, explica.

Assim como todo empreendedor, Walkiria também esbarrou em dificuldades, ouviu conselhos para desistir, foi taxada de louca ou irresponsável. Entretanto, a cada obstáculo, maior foi o ímpeto em trabalhar para que as coisas acontecessem.

“Um dia vi, no ‘Globo Rural’, um empreendedor que fazia marmitas. Estava superbem. Quando o repórter perguntou se o início tinha sido difícil, ele chorou”, conta Walkiria. “Hoje, eu o entendo. Tem horas em que você não sabe porque continua nem sabe se tem motivo para acreditar. Tudo dá errado, tudo é difícil, e todo mundo pensa que você deveria desistir, que você é louco, irresponsável. Só que para o empreendedor, o fracasso não é uma opção, e no dia seguinte ele acorda cheio de esperança e começa tudo de novo. Até que, pela perseverança ou por compaixão, o universo concede uma chance, alguma coisa dá certo e pronto, a gente se agarra à oportunidade e faz acontecer”, afirma.

Jornada múltipla

Assim como a maioria das mulheres empreendedoras, Walkiria encara uma jornada múltipla, que concilia as demandas da Agronow com a de mãe e estudante de MBA. O segredo para tamanha disposição, de acordo com ela, é priorizar as atividades do cotidiano e tentar conciliar as de longo prazo. E, apesar de exigente consigo mesma, a empresária sabe se perdoar pelas pequenas coisas que não saem como o planejado.

“Contar com a ajuda da família também é importante, mas, principalmente, não se abalar com as pequenas coisas que não saem tão perfeitas em casa, alguns prazos que precisam ser estendidos no trabalho, enfim, aceitar que faz parte não controlarmos tudo. E tudo bem. Gosto das atividades empresariais, mas gosto também de ser mãe, de estudar e de ter vida. É possível conciliar tudo. É clichê, mas o importante é ser feliz”, conclui.

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