Mariana Antunes tem um sonho: ver florescer uma nova safra de líderes mulheres no agronegócio

A ligação de Mariana Antunes com o agronegócio vem de família: seu bisavô era produtor de café na região de Jales (SP). Os parentes que produziam algodão e atuavam com gado de leite também fazem parte da memória afetiva da jovem de 22 anos.

O tempo passou, mas o gosto pelo campo se fortaleceu, influenciando a escolha pelo curso de engenharia agronômica. Estudante da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Jaboticabal (SP), Mariana assumiu o desafio de criar um portal para compartilhar conhecimento e divulgar a atuação de mulheres no setor rural.

Incentivada pela mãe, de quem herdou a paixão pela vida no campo, ela idealizou o  Mulheres em Campo, que desde 2015 vem crescendo e aproximando estudantes, profissionais e produtoras rurais na busca por uma agricultura e pecuária mais acessível e rentável. 

“Minha mãe sempre foi apaixonada pela vida no campo e acompanha programas de TV que abordam essa temática. Um dia ela me questionou sobre o motivo pelo qual as mulheres apareciam tão pouco nesses programas. A partir daí, comecei a pensar nessa questão e em como poderia mudar a situação”, comenta Mariana, que uniu algumas de suas atividades prediletas ao criar o portal.

 

“Sempre gostei muito de ler e escrever e, depois da conversa com minha mãe, tive a ideia de criar um site que valorizasse e enaltecesse o trabalho da mulher do campo. Em dezembro de 2015 o site estava no ar, e em menos de um mês já contabilizávamos mais de 500 acessos por dia.”

A discussão do papel da mulher no mercado de trabalho e em funções de liderança está mais viva do que nunca – e não poderia passar em branco no campo, onde tradicionalmente os homens são maioria.

Para mergulhar de cabeça nessa missão, Mariana se juntou a um time de jovens mulheres com gana de trabalhar pelo desenvolvimento da mulher no agronegócio.

Atualmente a equipe é composta por oito mulheres: são quatro engenheiras agrônomas de diferentes partes do país (Alessandra Decicino, Carolina D’Avila, Fernanda Drudi e Ronara Lasmar), uma estudante de Engenharia Agronômica (Mariana Antunes), uma estudante de Zootecnia (Ana Victória Corolin), uma técnica em agronegócios (Heid Oliveira) e uma gestora de Recursos Humanos (Amanda Antunes).

Mariana se mostra satisfeita com os resultados obtidos e prepara novos projetos. “Começamos do zero, não havia ainda nenhum site ou blog que abrangesse a participação feminina no agronegócio como um todo. Em pouco tempo, já estávamos recebendo mensagens de mulheres de todo o país, tanto parabenizando o site pelo trabalho quanto enviando sugestões e dicas de matérias. Considero isso a parte mais importante, que é ver que o trabalho está atingindo o seu público-alvo. Em 2017 iniciamos a coluna ‘Mulheres em Campo’, na Revista Agron, e mais algumas parcerias estão vindo por aí”, promete.

O rápido crescimento do portal ajudou a concretizar a realização do 1º Workshop em Liderança Feminina no Agronegócio, em abril deste ano, em Jaboticabal.

Mariana Antunes - Mulher do Agronegócio

“Foi uma conquista muito grande. Tivemos a participação de 70 pessoas, entre estudantes, produtoras rurais e demais profissionais da área. Foi o primeiro evento com essa temática na região, e o feedback dado pelo público presente foi extremamente positivo e motivador. O sucesso do evento foi tão grande que fomos convidadas para levá-lo para outros estados”, conta.

Junto com as companheiras de portal, Mariana quer ampliar a cobertura e abranger temas relevantes do agronegócio. “Suscitamos no site a inclusão da diversidade, o empreendedorismo rural em meio à crise, a liderança feminina no setor e também a gestão estratégica e financeira para produtores, bem como valorizamos a ciência e as novas tecnologias, dando espaço para que as leitoras enviem seus artigos e mostrem seus trabalhos.”

Assim como a questão da mulher no campo, ela considera que a utilização da tecnologia e serviços de inteligência é um tema que precisa ser mais difundido.

“Atualmente temos muitas tecnologias que podem auxiliar o produtor, desde a gestão da propriedade rural até as tecnologias empregadas nos maquinários. Com toda certeza os serviços de inteligência no campo estão vindo para somar, basta que os produtores estejam abertos para as novas possibilidades e deem chances para essa nova fase da agricultura e pecuária.”

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