Após seca, chuvas atingem Minas Gerais afetando plantios e o mercado já se movimenta com possibilidade do La Niña

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais nos primeiros dias de dezembro podem afetar o plantio de várias culturas, em razão do volume de água muito maior do que o esperado para o período na região.

Em plena primavera, a chuva já era aguardada pelos agricultores, mas não com a intensidade com que chegou às cidades mineiras. Dependendo do volume, o cenário pode favorecer a plantação de soja, por exemplo, que sofreu com a falta de precipitações em setembro.

“A partir de novembro, se formou a zona de convergência do Atlântico Sul, com banda de nebulosidade que trouxe chuvas por vários dias no Sudeste, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Amazonas”, afirmou Caio Souza, meteorologista na Squitter Meteorologia, prevendo que o panorama continue até pelo menos o final de fevereiro.

Segundo ele, as análises da NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera), dos Estados Unidos, indicam um processo de formação do fenômeno La Niña. “Tudo indica que La Niña vai se concretizar até o início de janeiro”, comentou.

A dúvida sobre a confirmação do La Ninã tem movimentado o mercado. O parâmetro para que seja configurado o fenômeno é de que haja o resfriamento anômalo de temperatura da superfície do mar com valores inferiores ou iguais a – 0,5º C por três meses consecutivos na região do Oceano Pacífico Equatorial.

O serviço meteorológico da Austrália (BoM) divulgou comunicado nesta semana (5/12) em que ratifica o La Niña. O anúncio do órgão do governo australiano já afetou a cotação da soja, que apresentou aumento. Os próximos dias podem trazer novas perspectivas para os agricultores.

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