Setor canavieiro de São Paulo celebra 10 anos do Protocolo Agroambiental com redução significativa de poluentes

Em junho, o Protocolo Agroambiental completa dez anos. O grande marco é ter evitado a emissão de mais de 9,27 milhões de toneladas de CO²eq (equivalência em dióxido de carbono) e 56 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos como monóxido de carbono, material particulado e hidrocarbonetos, originados pelo processo de queima.

Os resultados foram apresentados pelos secretários de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e de Meio Ambiente, Ricardo Salles. A presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, também esteve no evento.

Atualmente, 131 usinas e 25 associações de fornecedores são signatárias do Protocolo, sendo responsáveis por 95% da produção paulista de cana-de-açúcar e 47% da produção nacional de etanol. Graças ao acordo, 94,3% da colheita da cana-de-açúcar das signatárias já é realizado sem o emprego do fogo.

A adesão ao protocolo também beneficiou a produção de bioeletricidade, pois elevou a potência instalada de 1,8 MW para 5,2 MW. Atualmente, 76 usinas – equivalente a 58% das usinas signatárias – exportam energia para a rede de distribuição, em relação às 33 signatárias (23,9% do total) que exportavam na ocasião do início do Protocolo.

“A agricultura é vanguardeira, e a questão ambiental foi definitivamente incorporada na indústria do setor e nos métodos de produção, desdobrando-se em outros aspectos como transporte, armazenamento e comercialização. Estamos buscando meios para que essa questão de protocolo se estenda a outros setores”, destacou Arnaldo Jardim.

A adesão ao Protocolo também propiciou uma redução de 40% do consumo de água utilizada para o processamento industrial da cana-de-açúcar, que era de 1,52m³ por tonelada de cana em 2007 e passou para 0,91m³ por tonelada na última safra. “O setor conseguiu obter ganho de produtividade com menor uso de recursos hídricos na indústria e atingir a meta de 97,4% de área sem a prática da queima”, afirmou Ricardo Salles.

Outra questão destacada pelo secretário de Agricultura foi o avanço da área agrícola comprometida com boas práticas, que aumentou de 2,68 para 4,90 milhões de hectares, abrangendo questões que vão além das regras de produção, como conservação de solo e água, eliminação do uso de fogo e recuperação de áreas ciliares. “Nesse aspecto, também tivemos uma parceria com o setor, sob orientação da pasta do Meio Ambiente, para elaborar as regras de conservação do solo em áreas de plantio, discutindo novos parâmetros e a evolução que a tecnologia nos permite fazer”, explicou Arnaldo Jardim.

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