Na contramão da crise, Agronegócio gera empregos e é responsável pela queda da inflação no país, aponta CNA

O agronegócio brasileiro teve papel fundamental na queda da inflação e geração de empregos no país neste ano. Esse é um dos diagnósticos feitos pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que apresentou no início de dezembro um balanço de 2017 e fez projeções para o próximo ano.

Dados divulgados pela entidade mostram que a queda no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) está diretamente ligada à deflação do grupo de produtos “Alimentação e Bebidas”, de 2,02% de janeiro a outubro. O índice da alimentação em domicílio registrou queda de 4,56% no mesmo período.

Com safras recordes de grãos e fibras, os preços caíram para o consumidor final e o produtor teve menor rentabilidade. Segundo a CNA, a previsão para o IPCA até o final do ano é de 3,03%, o menor patamar desde 1998, influenciado pelo agro.

Cereais, fibras e oleaginosas registraram o maior recuo de preços até o momento, de 21,27%, seguidos por frutas (15,86%); açúcares e derivados (11,53%); leites e derivados (4,98%); aves e ovos (4,5%); e carnes (3,99%).

O relatório da CNA trouxe também boas notícias em relação aos empregos gerados no campo. As contratações superaram as demissões em 93,6 mil vagas, o que representa 84% a mais do que nos 10 primeiros meses de 2016. No acumulado de 12 meses, a agropecuária foi o único segmento a aumentar os postos de trabalho, com saldo de 19,2 mil vagas. 

Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária (dentro da porteira), a previsão é de alta entre 9% e 11% neste ano. Em toda a cadeia produtiva do agronegócio, a estimativa é de participação de 23,5% no PIB e projeção de crescimento de 0,5% a 1% em 2018.

A CNA destaca que o agro foi importante para o saldo da balança comercial brasileira, com as exportações do setor responsáveis por 45% das vendas externas totais e US$ 82 bilhões, um aumento de 12,2% em comparação com 2016.

A entidade projeta ampliação das exportações em 2018, com o fechamento de acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, além da busca por novos mercados, como Coreia do Sul, México e Japão.

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