Plano Safra 2017/2018 começa a liberar crédito rural em julho

O crédito rural do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 começa a ser liberado no dia 1º de julho. Ao todo, o governo federal destinará R$ 190,25 bilhões com juros menores para financiar a agricultura a pequenos, médios e grandes produtores. Do montante, R$ 150 bilhões são para custeio e comercialização da produção. O valor disponível para investimentos aumentou 12%, chegando a R$ 38 bilhões.

Na esteira da safra recorde e do desempenho da agropecuária no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, esperava-se uma liberação acima dos R$ 200 bilhões, mas com a contenção de gastos, o crédito rural sofreu um recuo de quase R$ 20 bilhões. Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, não há risco de novos cortes para este ano.

Um dos objetivos do Plano Safra neste ano é facilitar o acesso de pequenos e médios produtores a linhas de crédito. Segundo o Banco Central, houve redução média de 1% nas taxas de juros.

“A principal preocupação dos órgãos que trabalharam na elaboração do Plano Safra 2017/2018 foi tentar otimizar a alocação de recursos”, afirmou Carlos Henrique Zanatta, chefe de subunidade no Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop).

O governo reduziu a taxa de juros para todas as linhas de crédito, em um ou dois pontos percentuais. Para a próxima safra, os empréstimos são executados com taxas que variam entre 6,5 e 8,5%, ao ano.

Para acompanhar o crescimento da produção agrícola, que deve se situar em 232 milhões de toneladas de grãos – aumento de 24,3% em relação à safra 2016/2017 –, o governo federal prevê recursos para investimento em armazenagem de R$ 1,6 bilhão.

“Temos gargalos”, afirma o engenheiro agrônomo Glauco Eduardo Pereira Cortez, doutor em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (Unesp) e diretor técnico do Crea-SP. “Infraestrutura, armazenamento e logística. Essa é a grande contrapartida do governo. Se não caminharem ao mesmo tempo (a produção e o investimento em infraestrutura), não adianta nada termos 300 milhões de toneladas, porque vamos perder a maior parte disso no escoamento da safra”, disse ele em entrevista à Agronow.

Tecnologia

Como um dos principais fatores para alavancar a produtividade agrícola, a inovação tecnológica foi contemplada no Plano Safra com o programa de Inovação Tecnológica (Inovagro), com uma linha de crédito para apoiar o uso da conectividade no campo. Isso contribuirá para melhorar ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e do acesso à internet.

O Inovagro contará, neste ano agrícola, com R$ 1,26 bilhão, com limite de R$ 1,1 milhão por produtor. O programa financia, por exemplo, equipamentos de agricultura de precisão.

Entre as novidades do plano está a retomada da linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para renovação de canaviais (Prorenova Rural), com recursos de R$ 1,5 bilhão, em condições favorecidas.

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) passa a contar com R$ 9,2 bilhões, com incremento de 82,2%. A compra de máquinas e implementos agrícolas terá o limite de financiamento de 90% do valor financiado, com prazo de pagamento de 7 anos.

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