Congresso de Agroinformática defende integração entre o mercado e academia

O 11º Congresso Brasileiro de Agroinformática – 201 SBIAgro7, realizado neste mês, fez um apelo: criar uma aproximação maior entre a indústria e o setor acadêmico. Com o tema “Ciência de dados na era da agricultura digital”, o encontro reuniu diversos pesquisadores que debateram como a produção de conhecimento pode gerar resultados mais efetivos no campo, beneficiando a sociedade.

Professora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Alaine Guimarães lembrou que “um país que não tem ciência e tecnologia é um país que nunca vai conseguir ter um destaque maior”. “É preciso o investimento da iniciativa privada nas universidades para o desenvolvimento de pesquisa aplicada e de pesquisa básica porque existe um custo para isso”, disse.

Entre os presentes, o diretor da IBM Research Brasil, Ulisses Mello, afirmou que a empresa tem desenvolvido muitas tecnologias em parceria com universidades, também com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) na área de agricultura digital. “Existe uma cadeia de valor de inovação, que começa desde uma pesquisa básica até uma pesquisa que já é transferência de tecnologia para aceleração de mercado. E isso merece uma integração muito maior do que estamos tendo hoje”, disse.

Outra empresa presente que defendeu a integração foi a Samsung, que mantém quase 1.200 funcionários trabalhando no Brasil na área de pesquisa e desenvolvimento (P&D), com especialização em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado. “A empresa compreendeu essa demanda e implementou políticas que facilitam a educação contínua”, contou Antonio Marcon, gerente de P&D da Samsung.

Democratizando a informação do campo

Com o objetivo de provocar uma verdadeira revolução no agronegócio, a Agronow é um exemplo prático da união entre academia e mercado. A partir de imagens de satélites (mapas satelitais), tecnologia baseada em conceitos termodinâmicos e inteligência na avaliação das informações, a Agronow consegue determinar a produtividade agrícola, permitindo um total diagnóstico da safra.

“O legado da Agronow é colaborar com a agricultura no país, introduzindo uma tecnologia que efetivamente melhora a produção e mostrando para o cara do campo que tem alguém que pensou nele, ele não está sozinho”, afirma o CEO da Agronow, Antônio Morelli.

O embrião da Agronow nasceu na academia, durante a dissertação de Morelli para se tornar Mestre em Ciências Agrárias pela Esalq/USP. A ideia inovadora (o algoritmo responsável pela inteligência da Agronow) e o perfil acadêmico de Morelli despertaram a atenção do Fundo de Investimento SP Ventures, responsável pelo aporte que deu início às operações da Agronow. A SP Ventures é um dos principais fundos de investimento no Brasil, gerido com olhar especial ao Custo Brasil e atenta, principalmente, às iniciativas de acadêmicos, com vivência no mercado e repertório teórico.

*Com informações da Embrapa Informática Agropecuária

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