Revolução tecnológica na agricultura: ganhos na produção e no acesso ao crédito rural

Primeiro veio a Revolução Verde, entre 1950 e 1970. Depois, na década seguinte, os Organismos Geneticamente Modificados (OGM), responsáveis por um salto de produtividade excepcional na agricultura – estima-se que nos últimos 40 anos a introdução de sementes transgênicas mais que dobrou a produção agrícola mundial, sem considerar o aumento da área cultivada. Agora, a nova revolução agrícola será caracterizada pela utilização de Big Data.

Raffael Costa, da SP Ventures, explica: “Os avanços tecnológicos em hardware, software e capacidade computacional transformaram diversos setores da economia. Na agricultura não será diferente. A gradual introdução de estações meteorológicas, sensores de solo, sistemas de inteligência agronômica em nuvem, aplicações de inteligência artificial e computação cognitiva, veículos autônomos, plataformas de telemetria, imagens de satélite e drones no campo vem trazendo ganhos de eficiência sem precedentes”.

A SP Ventures é um dos principais fundos de investimento no Brasil, gerido com olhar especial ao Custo Brasil. O agronegócio – “um mercado de grande proporção, em franca expansão e, no entanto, extremamente subatendido do ponto de vista tecnológico”, segundo Costa – aparece, portanto, como um dos principais focos de atuação. “O mundo se encontra, atualmente, em um novo ponto de inflexão na agricultura. Com a estagnação da área cultivada, a ONU estima que será necessário um aumento de 70% na produtividade agrícola global para alimentar uma população de 9,7 Bilhões de habitantes em 2050”, aponta Costa.

A solução? “O aumento de produtividade necessário para atender às demandas futuras por alimentos será resultante da convergência tecnológica de um arcabouço de inovações. A nova revolução agrícola será caracterizada pela utilização de Big Data e processos automatizados para elevar a precisão das ações preventivas e corretivas, ao mesmo tempo em que são minimizados os desperdícios”, diz Costa.

Dentro desse contexto, a SP Ventures tem em sua carteira de investimentos 11 empresas de tecnologia. Entre elas, a Agronow. A nova revolução agrícola, chamada de Agronegócio 4.0, “já está mudando o mercado”. “Até há pouco, acesso a imagens de satélites era restrita aos latifundiários, produtores capitalizados. A Agronow vem para democratizar esse acesso com inteligência, fornecendo um arcabouço de informações relevantes”, explica.

Revolução no crédito

Ou seja, a Agronow é um instrumento para “empoderar o agricultor”. “Esse empoderamento se dá no sentido de possibilitar que o produtor legitime sua capacidade produtividade, aumentando seu acesso ao crédito. Com a Agronow, ele fornece ao credor – seja público ou privado, seja um banco ou um fundo, seja um fornecedor de insumos – dados extremamente relevantes, fundamentais para o score do crédito, para aferir risco. Será um crédito mais acessível, melhor precificado”, afirma Costa.

A Agronow fornece ao produtor dados da colheita passada e permite que ele afira a produtividade da safra vindoura com precisão acima de 90%. “Prever a colheita é fundamental para aferir o risco”, continua Costa. “O crédito é muito importante para o produtor, pois ele tem um desembolso muito representativo no início da safra, quando precisa adquirir todos os insumos, fazer todos os investimentos. E ele só vai cumprir com esses custos no fim da safra, depois que colher e vender. E, nesse ínterim, ele está exposto a uma série de riscos.”

Costa lembra que a atual política de crédito oficial foi desenhada em um momento que pensávamos na produção local, nos anos 50, 60. “Ela não se adaptou à evolução do mercado do agronegócio. O mercado do agronegócio precisa de alternativas diante da retração de créditos para  continuar crescendo.”

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