De olho no futuro, Fatec lança curso Big Data do Agronegócio para formar os profissionais do futuro

Assustadora para muitos, a pesquisa da consultoria Ernst & Young de que um em cada três postos de trabalho operacionais serão substituídos por tecnologia inteligente nos próximos oito anos é vista com otimismo pelo professor Luis Hilário Tobles Garcia, doutor em Engenharia Mecânica pela Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo.

“Pensando nisto, pode-se dizer que as profissões com maior vantagem competitiva no futuro serão as que tiverem como objetivo o desenvolvimento ou o uso destes robôs e sistemas de inteligência artificial”, explica ele.

Ou seja, a tecnologia é uma oportunidade para novos negócios e ocupações. Não à toa, Garcia é hoje coordenador do curso Big Data do Agronegócio, da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec).

Inédita no Brasil, a nova formação superior tecnológica, iniciada neste ano, teve seu conteúdo elaborado por professores do Centro Paula Souza, em parceria com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, com base em programas de mestrado da Finlândia e dos Estados Unidos. Entre os temas estudados estão internet das coisas, data mining, arquiteturas cloud e inteligência artificial.

À Agronow, Garcia explicou que o Brasil vive um momento ímpar no agronegócio. “É uma área que necessita com urgência da aplicação de tecnologias e ferramentas que permitam, através do uso das soluções de conectividade no campo, das soluções de telemetria, da imensidão de dados gerados, da automação dos implementos agrícolas e das ferramentas de criação de cenários simulados com alto índice de previsibilidade, alavancar a economia de nosso país, tornando o agronegócio brasileiro competitivo, ecologicamente correto e socialmente justo.”

Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista:

Agricultura 4.0

Sabe-se que toda tecnologia desenvolvida na agricultura moderna aumentou consideravelmente os índices de produtividade do agronegócio, e o advento das técnicas e tecnologias propostas pela agricultura de precisão também gerou uma melhor aplicação dos recursos mecânicos no campo.

Mas, mesmo com o uso de toda esta tecnologia, ainda observa-se uma perda média mundial em alimentos de aproximadamente 30% de tudo o que é produzido.

A média de produção nacional por hectare, nas diversas culturas de grãos, quando comparada ao potencial genético das sementes disponíveis no mercado, indica também uma produção muito inferior ao que seria possível atingir.

Buscando descobrir as razões que levam a esses resultados, notou-se que a infinidade de dados gerados pelos diversos equipamentos agrícolas com seus computadores de bordo e todos os sensores ligados a eles, todo o historio periódico dos dados climáticos e de incidência de pragas, bem como toda experiência e conhecimentos obtidos no decorrer de toda história do agronegócio poderiam ser aproveitados e transformados em indicadores que permitam ao agricultor a boa tomada de decisão em todas as áreas e etapas de seu ciclo produtivo.

É possível assim, romper as barreiras comerciais e alavancar o agronegócio brasileiro, uma vez que o uso dos dados gerados permite atender as exigências internacionais de uso racional de defensivos e rastreabilidade, garantindo assim sustentabilidade ao processo produtivo, a otimização dos recursos e o aumento da produtividade no campo.

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Mercado atual

Este é um momento ímpar, pois a crise econômica que o país enfrenta permitiu que o povo perceba a real importância do agronegócio em toda economia brasileira.

O momento indica que esta é uma área que necessita com urgência da aplicação de tecnologias e ferramentas que permitam, através do uso das soluções de conectividade no campo, das soluções de telemetria, da imensidão de dados gerados, da automação dos implementos agrícolas e das ferramentas de criação de cenários simulados com alto índice de previsibilidade, alavancar a economia de nosso país, tornando o agronegócio brasileiro competitivo, ecologicamente correto e socialmente justo.

Curso Big Data do Agronegócio

O curso Big Data no Agronegócio vem para atender a demanda urgente do mercado, por profissionais que estejam preparados para atuar na captura, tratamento, armazenamento e resgate de grandes volumes de dados, com o objetivo de identificar correlações e encontrar relações de causa e efeito antes não vistas, para desta forma extrair valor destes grandes volumes de dados. Somente assim será possível identificar, dentro da enorme quantidade de variáveis envolvidas com a produção agrícola, quais são as escolhas mais adequadas para as características únicas de cada propriedade.

O Curso Superior Tecnológico em Big Data no Agronegócio tem por objetivo a formação tecnológica em desenvolvimento de software e de soluções de sistemas de informação, focado especificamente na área de Big Data, Ciência de Dados e Internet das Coisas, aplicados na solução de problemas do contexto do Agronegócio.

O Curso tem como objetivo preparar profissionais que possam atuar em 4 carreiras profissionais, como Cientista de Dados, como Desenvolvedor de Software (web, IoT, mobile), como Arquiteto de Sistemas Cloud ou como Profissional da Área de Infraestrutura (redes, servidores, segurança de dados).

Segundo uma análise divulgada pela Ernst & Young, uma série de postos de trabalho acabarão sendo substituídos por robôs e sistemas de inteligência artificial e podem desaparecer completamente do mapa até 2025. Pensando nisto, pode-se dizer que as profissões com maior vantagem competitiva no futuro serão as que tiverem como objetivo o desenvolvimento ou o uso destes robôs e sistemas de inteligência artificial.

O Big Data na prática

As ferramentas e tecnologias que existem e que serão desenvolvidas no Big Data no Agronegócio tem um maior custo relacionado à fase de desenvolvimento da solução, mas  o reaproveitamento destas soluções para os produtores ficaria mais fácil e barato, ainda que dependam da aceitação e da confiança desse público em fazer uso das mesmas.

Esta tecnologia nova, ainda em desenvolvimento, tem sido pouco utilizada dentro do agronegócio, mas os baixos custos relacionados ao uso farão com que em breve, talvez dois ou três anos, venhamos a ter muitas destas soluções disponíveis para a grande maioria dos produtores brasileiros.

As startups do agronegócio

São as startups, como novo modelo de negócio da “Era da Informação”, que permitirão, em curto espaço de tempo, a criação de soluções práticas que atendam as demandas do agronegócio através do uso e aplicação destas novas ciências, permitindo assim, que também em curto espaço de tempo, o agronegócio brasileiro possa se tornar ainda mais competitivo e ser projetado internacionalmente como grande celeiro tecnológico.

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